09/02/2010
Apesar das ações, clube garante nada dever aos atletas que o processam
O goleiro Rodolfo e o atacante Davis, do time júnior, foram os dois mais novos atletas do Paraná a entrarem na Justiça do Trabalho contra o Tricolor. Assim como recentemente fizeram o ex-técnico Sérgio Soares, o atacante Clênio e os meia Cristian e Caio (também na base), os jogadores pedem a saída do clube, alegando atrasos financeiros. Todavia, segundo o jurídico paranista, o Tricolor nada deve aos atletas, e a situação com Soares será acertada em audiência ainda neste mês.
Na visão da diretoria do Paraná e do próprio advogado do clube, Alessandro Kishino, há neste momento a ação de empresários querendo tirar proveito das dificuldades financeiras tricolores, o que faz com que a cada dia surjam informações a respeito de novas ações contra a agremiação. Diante da falta de argumentos dos atletas, o Paraná não teme sofrer perdas de atletas. Clênio fechou um acordo e retirou a sua ação, caminho que pode ocorrer com Sérgio Soares e Rodolfo, este último inclusive retornou aos treinos nesta terça-feira.
- O Rodolfo entrou com uma ação contra o clube, pedindo a rescisão com base em um suposto atraso no depósito do FGTS de 2007. Mas consultamos junto à Caixa Econômica Federal e não devemos nada, mesma coisa dos casos do Cristian e do Davis. Deve ser coisa de empresário, não há razão para eles pedirem a rescisão. O Rodolfo já conversou conosco e confidenciou isso mesmo, que tinha sido orientado a pedir para sair do clube, mas ele quer seguir conosco, tanto que voltou a treinar - afirmou Alessandro Kishino, por telefone, à Gazeta do Povo.
Já a situação do jovem Cristian começou a ser discutida na Justiça nesta terça-feira, e tende a um acordo.
- Ele é atleta do clube e deve voltar aos trabalhos amanhã (quarta-feira). O advogado dele veio de Porto Alegre e tivemos uma conversa amigável, demonstramos a intenção de seguir com o Cristian e sigo acreditando que ele buscou essa ação por conta dos problemas com a comissão técnica na base. Devemos resolver isso logo, talvez com um aumento salarial - completou Kishino.
Davis está desaparecido do clube e a ação ainda deverá ter um juiz designado. O Paraná nega dever qualquer coisa ao jogador e ele terá de retornar, mesma situação de Caio, outro jovem valor que, embora notificado, não deu as caras, embora os boatos de bastidores já o tenham colocado na Fiorentina.
- Não temos pendência com eles, o que existe é um problema financeiro do Paraná e pessoas tentando retirar os atletas, agindo fora do clube. Não é só o Paraná que vive isso, o São Paulo enfrenta isso também, além de outros times. A atitude nossa de fechar as categorias de base aos empresários faz com que exista essa inimizade e estas ações sem fundamento surjam - concluiu o advogado paranista. Atualmente o jurídico do Paraná tem quase 30 ações trabalhistas ajuizadas, e nem em todas é réu. Em várias delas o Tricolor é autor ou terceiro interessado a receber algum valor.
Quitação financeira é esperada para quinta-feira
O Paraná promete quitar todos os débitos junto a funcionários e jogadores até quinta-feira. Depois de pagar boa parte dos atrasados na semana passada, a diretoria garante que tudo será quitado, pondo fim assim à polêmica gerada neste ano. A direção paranista ainda negou categoricamente que tenha havido pressões extra-campo direcionadas à greve ou recusa a jogar pelo Tricolor diante da ausência dos salários.
- Houve o problema do salário, todos sabem, mas não soubemos de qualquer pressão. A situação já foi apaziguada e será quitada nesta semana - afirmou o diretor de futebol do clube, César Augusto de Mello.
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